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Quem completa a LabCom: Danilo, o inspirado

Por LabCom

Escrever sobre quem escreve é tarefa árdua. Porque além da responsabilidade de redigir um bom texto sobre o escritor, há o desafio de fazê-lo com semelhantes talento e desenvoltura. Mas, contrariando a expectativa, este artigo sobre o nosso Redator Publicitário Danilo Lombardi tornou-se uma experiência rica e até fácil, ousamos dizer. Afinal, ele não conseguiu se segurar e acabou colaborando com a redação. Coisa de quem ama as letras.

E ele é assim mesmo: um apaixonado pelos vocábulos, expressões, frases, orações, verbos, metáforas, sacadas, campanhas, storytellings e por aí vai. Um criativo nato que, antes mesmo de saber ler, já pedia livros à mãe para desenhar as histórias que ouvia.

Filho caçula de sete irmãos, Danilo morava em uma pacata cidade do interior, tinha uma vida simples, mas cercada de liberdade, sempre brincando na rua com os amigos, o que contribuiu muito para a sua bagagem cultural e, por que não dizer, para começar a compor o seu processo criativo. Pois, segundo o que ele mesmo afirma, “a melhor escola é a multiplicação de tudo que se vivencia, seja na vida, na rua, na essência humana e, principalmente, o que se obtém da experiência – própria ou alheia”.

Um começo pra lá de inusitado
Com 14 anos de idade resolveu que ia arrumar um emprego, pois precisava “se virar na vida” e conquistar a sua própria independência. Fez de tudo um pouco: tentou ser garçom, trabalhou alguns dias em uma fábrica de confecções e tentou até jogar futebol, um sonho que carregou por anos a fio, mas acabou parando em um escritório de contabilidade, onde aprendeu a lidar com números. Isso mesmo: somas, subtrações, multiplicações e divisões passaram a ocupar o lugar das letras. Ele chegou até a fazer um curso técnico na área. “Era o que tinha de melhor naquele momento”, alega, sem esconder o quanto aquela fase foi maçante. Mas não podia haver uma brecha no expediente que logo Danilo estava soltando a mão ou desenhando: “foi a forma que encontrei de extravasar toda a minha criatividade, que tinha sido exilada”.

Finalmente a paixão floresceu
Aos 18 anos, ele cedeu ao seu dom e veio para Ribeirão Preto cursar a faculdade de Publicidade. E, fazendo o que mais gostava, se destacou e foi convidado a trabalhar em uma cooperativa de crédito rural que estava abrindo seu departamento de Marketing. Ali ficou, por cinco anos, à frente da comunicação, não apenas com a criação, mas atendendo o cliente, fazendo o planejamento, lidando com a imprensa e até organizando eventos de campo – chegou a ganhar prêmios de comunicação realizados pela OCESP (Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo).

Mas Danilo precisava seguir o seu sonho, por isso decidiu que era hora de deixar a cooperativa para, de fato, atuar como redator. Assim, foi para uma agência de Publicidade. “Tomei essa decisão porque um criativo é mais feliz quando tem a oportunidade de criar e extrapolar no universo das ideias. Porque é isso que eu sou, é isso que me realiza”. E, após passar por cinco agências, chegou à LabCom em 2011, “aqui encontrei uma liberdade maior para criar, crescer e evoluir, em todos os sentidos”.

Danilo Lombardi

Requisitos para garimpar ideias
Questionado sobre o que precisa ter um bom redator, Danilo não demora a responder: paciência e paixão. E explica: “paciência para escrever, refazer, lapidar, refazer de novo até chegar à ideia mais coerente. Ideias são como fila indiana, as melhores geralmente estão no final. A paixão vem junto, como combustível que nos move nesse processo cíclico. Por isso, posso dizer com toda convicção que me sinto no começo”.

E, para os que estão começando, a dica dele é: “fique atualizado, assista bons filmes, vá ao teatro, leia muito e pesquise anuários e cases de sucessos criados por quem é expert no assunto, como Eugênio Mohallen, Ruy Lindenberg, Alexandre Peralta, Gustavo Kassu, Cássio Zanatta, Guga Ketzer, Zico Farina, Sérgio Gordilho, Anselmo Ramos, Hugo Rodrigues e David Droga. Parece óbvio, mas essa fórmula continua infalível”.

A boa e velha propaganda
Para Danilo, a boa propaganda é aquela que toca a alma, desperta o desejo e torna-se inesquecível. “Quando uma campanha é memorável ela tem o poder de andar colada em uma marca para sempre, mesmo décadas após a sua veiculação. São peças criativas, com bordões tão inteligentes, que deixam saudade e podem ser grandes exemplos em épocas de Marketing Digital, em que todo conteúdo precisa ser certeiro para quem assiste”. Entre elas, ele destaca: Mamíferos (Parmalat), Pipoca na Panela (Guaraná Antarctica), Cachorro Peixe (Volkswagen), Garoto Bombril e Família (Doriana).

#oquetecompleta
Quando perguntado sobre o que o completa, não poderia responder de outra forma: “a graça da vida, do riso, do próximo, da poesia. Viver sem pensar no amanhã, lapidar o que cada dia tem de melhor, valorizar os bons momentos. Me completa escrever, duelar com uma página em branco, traduzir o que sinto por meio de palavras, de expressões, de ideias. Me orgulha minha família, minhas conquistas, tudo o que sou”.

E finaliza:

“Nada é tão rígido que não possa ser quebrado, nada é tão oco que não possa ser preenchido e nada que sobe está livre da queda. Por isso, valorize os detalhes, são eles que te completam”.

LabCom

Via Comunicação Corporativa

Contato: Luciana Cecchini luciana.cecchini@labcom.com.br