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Por trás do Super Bowl

Por Gustavo Fiali

O evento mais esperado pelos americanos e pelos maiores anunciantes do mundo aconteceu neste último final de semana, em Minneapolis, norte do Estados Unidos. O Super Bowl, conhecido por ser o detentor do espaço publicitário mais caro da propagando mundial, chegou à sua edição de número 52 com o confronto entre New England Patriots e Philadelphia Eagles. No Brasil, o espetáculo, que se torna mais popular a cada ano, teve sua transmissão habitual no canal fechado ESPN e em diversas salas de cinema, com a narração de Rômulo Mendonça e comentários de Paulo Mancha.

Em campo, vimos um espetáculo brilhante, extremamente disputado no âmbito esportivo, com Tom Brady, do Patriots, sendo eleito MVP pela terceira vez em sua carreira, mesmo derrotado em campo por 33 a 41 pelo Eagles. O evento contou com um show espetacular de Justin Timberlake em um cenário complexo, composto por escadas, luzes, dezenas de dançarinos, projeções, e com o ex-presidente George H. W. Bush tirando cara e coroa.

Dadas as proporções, vamos ao intervalo com os tão disputados espaços publicitários:

E, como você deve estar imaginando, sabendo da magnitude de tudo que está acontecendo, não é tarefa fácil criar uma peça de 30 segundos para ser exibida ao lado dos maiores lançamentos cinematográficos do ano e dos principais anúncios das maiores marcas. Com grandes orçamentos, a responsabilidade dos criativos fica ainda maior e todos os anos temos um show de ideias, com as mais variadas possibilidades, tendo este espaço comercial como base para inúmeras peças que acabam premiadas meses depois em Cannes.

Este ano não foi diferente, muito pelo contrário, a metalinguagem foi abrangente e o espaço para peças surpreendentes foi vasto. Como na hilária disputa de rap do apimentado salgadinho Doritos Blaze, com Peter Dinklage, mais conhecido como Tyrion Lannister de Game of Thrones, cantando “Look at Me Now”, de Chris Brown ft. Busta Rhymes & Lil Wayne,

enfrentando ninguém mais ninguém menos que o “todo poderoso” Morgan Freeman, que defendia o refrigerante DTN Dew Ice, cantando “Get Ur Freak On”, de Missy Elliott. 

 

 

Entre os mais aguardados pelo público, estavam os anúncios da nova série da Netflix, “The Cloverfield Paradoxe”, até então guardada a sete chaves; dos dois blockbusters mais esperados do ano, anunciados pela Disney de forma inédita, em rede mundial na transmissão da ESPN: “Han Solo - Uma história Star Wars” e “Vingadores – Guerra Infinita”. Ainda foram anunciados os trailers da nova temporada da série “Westworld”, dos filmes das franquias “Missão Impossível” e “Jurassic World”, entre outros.

 

 

Grandes anunciantes mantiveram a tradição e mandaram muito bem, como M&M's, Pepsi, Budweiser, Pringles, Coca-Cola, Wix, Google e a própria NFL, com o hilário comercial do SuperBowl LII.

 

 

Inovou

Mas, em termos de criatividade, o grande destaque da noite foi para a Saatchi & Saatchi, de Nova York, inovando a forma de comunicar um detergente com o produto Tide, da Procter & Gamble.  A campanha trouxe Tide para dentro de outros comerciais do Super Bowl de diferentes segmentos de mercado, com a figura de David Harbour, mais conhecido como Jim Hopper de “Stranger Things”.

Vale a pena clicar e concluir que, por trás desse fantástico evento, não existem apenas bilhões de dólares em anúncios, mas toneladas de ideias bem executadas, provando que a criatividade na propaganda tem cada vez mais valor.

  

Gustavo Fiali

Redator

Formado em Publicidade e Propaganda com ênfase em Marketing, tem 18 anos de experiência como Redator Publicitário, atuando também como Diretor de Criação on e off-line e como Roteirista Disney e para a Maurício de Sousa Produções por mais de 12 anos.

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