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Crise ou falta de inovação? Precisamos falar sobre disruption

Por Conrado Melo

DIS - RUP - TION.
Mais uma terminologia no universo tecnológico, do marketing e da comunicação. Mas o que diabos significa este termo? Disruption, ou melhor dizendo, disruptura, é uma quebra! Simples assim. Então vamos contextualizar e colocar alguns exemplos para que, além de entender o conceito, você consiga compreender o quanto isso está presente no nosso dia a dia.

Hoje, não é incomum assistirmos à ruína de negócios consolidados e fortalecidos devido a uma inovação ou mudança de paradigma. Um exemplo clássico é o mercado fonográfico. Durante anos as gravadoras reinaram com a venda de CDs. Havia lojas especializadas – quantas e quantas vezes você comprou um CD nas Lojas Americanas? Eis que surge o MP3, um novo formato de arquivo que permite a transmissão e troca de músicas de forma mais rápida e prática.
A consequência: o mercado fonográfico veio abaixo.
E ainda vivenciamos a disruptura da disruptura: com os aplicativos de música, como Deezer e Spotify, acabaram-se os downloads e nem mesmo os pendrives de rua sobreviveram. Agora é assim: quer uma música, basta pesquisar, dar um like e pronto, já está na sua playlist.

Isso é disruption. Uma mudança na forma de acesso a algo, que passa a ser universalizado, de modo prático e inovador.

Velocidade x resistência
O conceito de disruption não é bem uma novidade. Se paramos para pensar, ele sempre existiu, mas não com a mesma rapidez com que hoje a tecnologia altera o modo de acesso a algo. Veja o computador, que substituiu a máquina de escrever, porém com uma velocidade muito menor com que acontece atualmente.

Talvez seja essa ruptura abrupta, própria da tecnologia disruptiva, que, mesmo trazendo vantagens óbvias e entregando valor a muitos, ainda gera alguma resistência, como no caso do Uber, que abordo no tópico abaixo.

Tecnologia disruptiva
Segundo o site Techopedia, “a tecnologia disruptiva refere-se a qualquer tecnologia aprimorada ou completamente nova que substitua e perturbe uma já existente, tornando-a obsoleta. ”

Um bom exemplo é o Uber, que chegou causando muito barulho. Com o aplicativo, ficou para trás a cena clássica dos filmes de Hollywood, com a personagem desesperada fazendo sinal para conseguir um táxi. Assim, também na vida como ela é.

No Brasil, país retrógrado e que precisa manter um establishment, taxistas recorrem ao governo alegando a ilegalidade de um serviço que, na verdade, surgiu para acabar com problemas que eram aceitos por nós de forma automática, por falta de opção. A verdade é que depois do Uber, nada mais será como antes. Os taxistas terão que se adaptar, querendo ou não. Pois, quem dita a regra hoje é o cliente– o público é empoderado pela tecnologia disponível em suas mãos, com uma quantidade ilimitada de informações. Enfim, a disruptura é inevitável e estará cada vez mais presente, e não apenas no ramo dos transportes.  

Disruption no Marketing
Precisamos mirar nos benefícios da tecnologia disruptiva também em nossa área, e uma das pontas é buscar mais eficiência no processo de comunicação por meio da automatização do Marketing.

Começo pela Inteligência Artificial e como seus avanços já podem potencializar as ações de Marketing. Hoje, algoritmos detectam e apontam o melhor tipo de texto ou imagem para um anúncio, a partir de um diagnóstico de comportamento dos usuários na internet. Isso, somado ao melhor insight do criativo, pode acarretar em uma melhor taxa de cliques qualificados.

O céu é o limite: temos ainda as plataformas digitais para automação de campanhas, rastreamento de resultados e programas de fidelização, testes AB de comunicação, gestão de conteúdo, social listening, além dos intrigantes programas preditivos, que oferecem informação segmentada no ponto de venda a partir da análise do comportamento dos consumidores em loja, apresentando ainda a melhor taxa de conversão em compras.

Resistir a tudo isso, e a muito mais que vem por aí, é dar um tiro no pé. As marcas precisam se organizar e olhar para frente, abertas ao novo e à inovação. E não tem como deixar para depois, precisa ser agora, antes que todos os exemplos deste texto deixem de ser novidades.

 

 

Conrado Melo

Gerente de Tecnologia e Inovação

Com formação nas áreas de Publicidade e Propaganda e Análise e Desenvolvimento de Sistemas, atua há mais de 12 anos na comercialização, elaboração e gerenciamento de projetos nas áreas de tecnologia, inovação, redes sociais e comunicação digital. Está na LabCom há 4 anos.